| Vitrais da Basílica Nossa Senhora do Rosário |
Ao entrar pela primeira vez em uma magnífica catedral gótica, onde o feérico reflexo dos vitrais cobre os presentes com um manto de benção, mostrando o olhar benéfico de Deus para com os fiéis, ficamos maravilhados. O mesmo ocorre em humildes ermidas de alguns povoados distantes, vemos uma piedosa imagem de Nossa Senhora, ao lado encontra-se o altar, e embutido na parede o sacrário, morada do próprio Deus. Isto também se passa quando cruzamos os umbrais de um êremo, contemplados o passo cadenciado; na forma educada de tratar os outros, percebemos a bem querença; podemos testemunhar que neste lugar refulge a ordem, rege a disciplina e transborda o sobrenatural.
Impulsionados pela graça, nestes
ambientes, sentimos algo inteiramente diferente do nosso cotidiano, ao que nos
enleva para o sobrenatural, a alma (conturbada pelos afazeres práticos do dia a dia) começa-se a apaziguar. No momento não sabemos dizer o que é, mas, posteriormente
vemos que nestes sacrossantos lugares reina o silêncio.
Silêncio soa como uma
palavra agradável, mas às vezes é difícil de ser cumprida. Muitos não guardam o
silêncio, pois não entendemos seu significado. O silêncio é empregado como um
meio de luta para conquistar a pureza de coração e a integridade nos atos.
No silêncio, resguardados de toda forma de agitação e fora das preocupações triviais ficamos mais disponíveis em elevar a alma a Deus, ou seja a rezar. O coração do silencioso “ouve” o Senhor, visto que dá oportunidade para a graça dele agir. Outro significado que podemos dar ao silêncio, e que ele é prerrogativa para uma boa conversa, visto que o silencioso tem muito para dizer.
No silêncio, resguardados de toda forma de agitação e fora das preocupações triviais ficamos mais disponíveis em elevar a alma a Deus, ou seja a rezar. O coração do silencioso “ouve” o Senhor, visto que dá oportunidade para a graça dele agir. Outro significado que podemos dar ao silêncio, e que ele é prerrogativa para uma boa conversa, visto que o silencioso tem muito para dizer.
União entre o
silêncio e a conversa.
O silêncio e a
conversa têm uma união íntima, de um deriva a outra. Aquele que sabe recolher-se,
constantemente está refletindo, e consegue pensar no que dizer, já o contrário
se passa com aquele muito fala, não reflete as graças recebidas, e, quando vai
conversar não ajuda na edificação da vida espiritual dos que convivem com ele.Qual o melhor remédio para os que falam muito e não dizem nada, mas muito falam? O melhor remédio que recomendamos é o silêncio. Em silêncio, colocar-se sob os eloquentes raios do Santíssimo Sacramento e do olhar Puríssimo da Virgem Maria, e assim seu coração estará bem inebriado pelo sobrenatural.
Texto: Renato Soares Martins

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