22 de outubro de 2013

Livrou-me do Inferno...


Caros leitores hoje temos uma história que nos surpreenderá não só pelo seu conteúdo mas também pelo seu significado. Vejamos !

No ano de 1849, Carlos, um jovem de 15 anos que costumava frequentar o Oratório de D. Bosco, caiu gravemente doente e foi desenganado pelos médicos. Preparando-se espiritualmente para os seus últimos dias de vida, pediu que chamassem D. Bosco, pois desejava confessar-se com ele. Foram ao Oratório, entretanto o Santo estava fora de Turim. O menino ficou aflitíssimo e acabou sendo atendido por outro sacerdote. Dois dias depois expirou, balbuciando o nome de D. Bosco.

Chegando ao Oratório, São João Bosco foi avisado dos apelos que fizera Carlos. Correu pressuroso, com a esperança de chegar a tempo de atender e prestar seus auxílios espirituais ao menino.

Entrando na casa, deparou-se com um criado a quem perguntou:

– Como vai o doente?

– Passou dessa para melhor! – Respondeu-lhe o homem.

– Tem certeza? – indagou o santo.

– Sim – tornou-lhe o lacaio. Ao que São João Bosco comentou sorrindo:

– Pensam que ele morreu, mas estão enganados. Carlos está apenas dormindo.

Todos os familiares insistiam que o menino tinha morrido, mas Dom Bosco era convicto de que ele estava apenas dormindo.

Levaram-no ao quarto, onde estava o cadáver envolto em um lençol e coberto por um véu. O Santo aproximou-se devagar, olhou a face do menino, e pensou consigo: “Terá ele feito bem a sua última confissão? Qual o destino de sua alma?” Após alguns minutos, pediu a todos os presentes no quarto para que o deixassem a sós com o menino. Ao saírem, Dom Bosco rezou, abençoou e gritou duas vezes:– Carlos, Carlos. Levante-se!

Ouvindo aquela imperiosa voz, o morto começou a mover-se, e Dom Bosco arrancou rapidamente o lençol que o cobria. Como tivesse despertado de um profundíssimo sono, abriu os olhos e fitou o santo dizendo:

– Ah! Dom Bosco, tive um sonho horrível! Devia estar no Inferno a estas horas. A minha última confissão foi mal feita. Ocultei um pecado grave por vergonha. Sonhei que estava à beira de uma fornalha cheia de chamas, muitos demônios queriam arrastar-me, e quando iam me pegar, uma bela Senhora interveio dizendo: “Deixai-o, que não foi julgado ainda!” Depois do susto, ouvi sua voz me chamando e acordei.

O menino, dirigindo-se à sua mãe declarou: “Mamãe, D. Bosco livrou-me do Inferno!”
Apesar de se mover e falar, o corpo de Carlos permaneceu durante toda a conversa gélido como antes de acordar. E Dom Bosco com voz serena disse:

– Agora, meu querido Carlos, está na graça de Deus. O céu está de portas abertas para você.

O menino então fechou os olhos, ficou rígido e adormeceu para sempre.

Cada um de nós, católicos, muitas vezes nos encontramos em situações difíceis, aparentemente impossíveis de serem superadas. Entretanto, basta que confiemos na Graça concedida por Deus e em Nossa Senhora para que tudo se resolva, mesmo que pareça não haver saída.

Esses milagres realizados por São João Bosco são simplesmente uma pequena amostra dos frutos de sua confiança e abandono nas mãos de Deus e de Nossa Senhora.

E nós, quanto não devemos esperar e confiar, tendo tão bondosos intercessores no Céu, a quem depositar toda nossa debilidade?

Texto. Agostinho Cidrão

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