8 de dezembro de 2013

Maria Imaculada


Diz São Bernardo:
“Deus reuniu todas as águas e as chamou, Mar.
Reuniu todas as graças e as chamou, MARIA”.

Hoje festa da Imaculada Conceição de Maria.
Tal festa promulgada em 8 de dezembro de l854, pelo Santo Padre o Papa Pio IX, através da Bula Ineffabilis Deus,  nos seguintes termos: “Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis”
Por outro lado a própria Santíssima Virgem Maria em duas aparições reafirmou tal privilégio:
Em 1830 apareceu a Santa Catarina Labouré pedindo que cunhasse uma medalha com a invocação: “Ó Maria concebida sem pecado, Rogai por nós que recorremos a vós”.
        Em 1858, na aparição em Lourdes, dizendo a Santa Bernadette, e para o mundo inteiro: “Eu  sou a Imaculada Conceição”.
       
Muito apropriada à circunstância aqui apresentamos uma linda oração de São Bernardo de Claraval: 

“E o nome  da Virgem era Maria (Lc. 1, 27).

        Ó tu, quem quer que sejas, que te sentes longe da terra firme, arrastado pelas ondas deste mundo, no meio das borrascas e tempestades, se não queres soçobrar, não tires os olhos da luz desta estrela.
Se o vento das tentações se levanta, se o escolho das tribulações se interpõe em teu caminho, olha a estrela, invoca Maria.
Se és balouçado pelas vagas do orgulho, da ambição, da maledicência, da inveja, olha a estrela, invoca Maria.
Se a cólera, a avareza, os desejos impuros sacodem a frágil embarcação de tua alma, levanta os olhos para Maria.
Se, perturbado pela lembrança da enormidade de teus crimes, confuso à vista das torpezas de tua consciência, aterrorizado pelo medo do Juízo, começas a te deixar arrastar pelo turbilhão da tristeza, a despenhar no abismo do desespero, pensa em Maria.
Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria.
Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dEla, não negligencies os exemplos de sua vida.
        Seguindo‑A, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nEla, evitarás todo erro.
Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.
E assim verificarás, por tua própria experiência, com quanta razão foi dito: “E o nome da Virgem era Maria”.


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