10 de outubro de 2013

A história de uma mão - Continuação.


Em 633, Osvaldo formou um pequeno, porém, eficaz exército e venceu em 634 a famosa batalha de Havenfield, onde derrotou o conquistador Cadwallon, o que lhe permitiu assumir legitimamente o trono da Northúmbria novamente unificada.

Santo Osvaldo
Logo que Osvaldo se estabelecera no trono, quis tornar cristão todo o povo. Construíam-se igrejas, mosteiros, cemitérios, asilos e creches, ensinavam-se as letras, davam-se esmolas e fazia-se justiça, sem fazer distinção entre ricos e pobres. O reino prosperava, mas não sem luta. Com frequência Osvaldo se via obrigado a mandar tropas para manter longe os pagãos que cobiçavam aquelas terras. Após 8 anos de reinado, morre Santo Osvaldo, sucumbido em batalha contra os pagãos mércios ajudados pelos britânicos de Powys, na batalha de Maserfield, em um lugar geralmente identificado como Oswestry, que quer dizer ‘Árvore de Osvaldo’ pois uma antiga história conta que após sua morte nascera uma árvore no local onde sua mão direita tocou o solo.

E a história da mão? Que mão é essa?

Essa mão ornada por braceletes de prata e anéis preciosos que indicavam a dignidade real. A mão que empunhou a espada, a mão que com o cetro do poder dominou e fez batizar gente de quatro nações: bretões, pictos, escoceses e ingleses. A mão que dava esmolas com tamanha liberalidade que em ocasião da páscoa o bispo São Aidano ao segurá-la elogiou-a dizendo: “Que jamais essa mão se altere!”. Tal voto realizou-se e desde 5 de agosto de 642, dia em que batalhando morreu Santo Osvaldo, sua mão se conserva incorrupta. Seu corpo foi desmembrado pelos pagãos em seu ódio, sua cabeça foi enterrada junto ao corpo, também incorrupto de São Cuthbert de Lindisfarena, e sua mão se encontra na capela de um mosteiro beneditino em Peterborough. Sua história chegou até nós através de São Beda o venerável.

      Mas, o que tenho a ver eu, no século XXI, com um rei saxão do século VII?

Ambos temos que lutar contra o paganismo que ainda subsiste. As circunstâncias mudaram, o inimigo adotou uma forma às vezes velada, outras vezes declaradas, de atacar e menos prezar os costumes da moral cristã. No mundo onde se fala de liberdade para "tudo", infelizmente não se sente liberdade de praticar o bem. Nas rodas de "amigos", conta-se vantagem: quem soube mentir, quem foi desonesto, em suma, quem foi mau. As consequências desta “nova moral”, sobre veem nos acontecimentos noticiados todos os dias pela mídia: violências, assassinatos, maldades de todos os gêneros.  


Vamos pedir a Santo Osvaldo, que nossa mão seja firme como a dele e nunca desanime perante obstáculos que possam aparecer.

Rodrigo C. R. Aguiar

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