Rodrigo C. R. Aguiar
Reis são figuras
tirânicas; cruéis chefes de estado. Muitas vezes, é um sujeito fátuo e
petulante, mas sempre é muito rico e poderoso. Até mesmo sua presença já exala
desprezo a tudo que lhe seja inferior... Tal é a ideia propagada, e
generalizada, atualmente. Na prática não era bem assim. É verdade que houve
tiranos e péssimos reis, fato quase sempre comprovado em monarquias não
católicas, que por seu orgulho e ambição põe-se longe do Rei e da Rainha dos
céus. ![]() |
| Vitral dos Imperadores, Catedral de Colônia |
Para um exemplo
mais concreto começaremos por olhar para trás no passado, no tempo em que na
Grã-Bretanha existiam pequenas monarquias, praticamente tribais. Reis sentados
em clareiras nas frias e úmidas florestas, rodeado por todos os seus súditos e
‘nobres’, cerca de duas centenas de pessoas, tratando de assuntos de extrema
importância, relativos à segurança. Mais precisamente, a questão em pauta era o
perigo vindo do continente... Os romanos. Cujo império já não via o sol se por,
acabaram por dominar a ilha.
Anos depois a
cena se repetia, porém com circunstâncias diversas. Era o governador romano da
Britânia que agora tratava da segurança daquela parte dos domínios de César. As
invasões bárbaras que assolavam todo o império não tardariam a chegar ali. E
chegou.
Primeiro a
religião obscura dos Druidas; depois o culto à Saturno, Netuno, Plutão e outras
centenas de deuses; agora, trazida pelos Anglos e Saxões, a belicosa seita
adoradora de Odin, Thor, Freya e outros tantos nomes estranhos.
Entretanto, sem
exército, sem dominações à ferro e fogo, de modo silencioso, paulatino e
eficaz, introduzia-se já a algum tempo através dos monges missionários, o
catolicismo.
Não tardou para
que a onde de conversões atingisse alguns reis Anglo-saxões, senhores dos
pequenos e vários reinos então existentes como a Northúmbria, Mércia, Anglia
Oriental, Essex, Wessex e etc.
Reinava no norte
da atual Inglaterra, na Northúmbria, o rei convertido São Edwin. Com a morte do
mesmo, sem deixar sucessão direta, o reino foi dividido em dois; os dois novos
monarcas receberam o batismo, os dois recaíram na idolatria. “Funesto”, foi
chamado este ano em que a idolatria voltava àquelas terras. “Castigo”, foi
chamada a derrota em que ambos sofreram para os bretões vindos dos confins da
ilha, rincões misteriosos cobertos pela densa bruma do paganismo.
Ora, um desses reis, de nome Æthelfrith, rei
da Bernícia, morto na batalha que lhe custou o reino, possuía onze filhos.
Todos foram mandados para Escócia onde foram entregues aos cuidados dos
beneditinos do Mosteiro de Iona. Lá, receberam sólida formação acadêmica e
religiosa. Um desses filhos, de nome Osvaldo, distinto pelo belo porte e inteligência,
era um hábil e capacitado estrategista militar. Treinado no potente exército do
rei da Escócia que muito o estimava.
Aqui começa a história de Santo Osvaldo que continuaremos na próxima postagem.
Aqui começa a história de Santo Osvaldo que continuaremos na próxima postagem.



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